Tribo do Guaraná
 

Lenda da Mandioca

No outro dia o Chefe Cunga contou que em uma certa tribo indígena a filha do cacique ficou grávida. O cacique ficou muito triste quando soube disso, porque ele sonhava que a filha se casaria um valente guerreiro.

À noite, o cacique sonhou que um homem branco aparecia a sua frente e dizia para que ele não ficasse triste, pois sua filha não o havia enganado e que ela continuava sendo pura. Ele achava que sua filha estava esperando de alguém desconhecido.

Desse dia em diante, o cacique ficou contente e passou a tratar bem a sua filha. Depois de nove luas a índia deu a luz à uma bela menina de pele muito clara e delicada e que recebeu o nome de Mani. Mani era muito querida na tribo e se destacava por sua alegria e inteligência.

Em certa manhã ensolarada, Mani não acordou cedo como sempre o fazia. Então. Sua mãe foi acordá-la e a encontrou morta. A índia desnorteada resolveu enterrá-la dentro da oca.

 

 

 

Todos os dias a mãe chorava muito sobre a cova da menina, regando-a com suas lágrimas de saudades.

Certo dia quando a mãe voltava a oca para regar a cova, como de costume, notou que um bonita planta havia nascido naquele local.

Era uma planta muito diferente das outras e desconhecida de todos os índios  que habitavam aquelas matas. A mãe de Mani começou a cuidar desta plantinha com todo carinho, até que um dia percebeu que a terra à sua volta apresentava rachaduras. A índia imaginou que sua filha estava voltando à vida e, cheia de esperanças, começou a cavar a terra. Em lugar de sua querida filhinha encontrou raízes muito grossas, brancas como o leite, que vieram a tornar-se o alimento principal de todas as tribos indígenas. Em sua homenagem deram o nome de MANDIOCA, que quer dizer Casa de Mani.

Por causa disso é que quem come mandioca fica bonito e formoso. 

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